DJALMA CAMPOS
internacional angolano
goleia no Marítimo
Texto: Bruno Cabral | Carlos Pereira (O JOGO)
Depois de ter sido uma das principais revelações da principal Liga do futebol poruguês da época passada, Djalma Campos voltou a chamar a si, no domingo, o protagonismo de uma vitória do Marítimo, emblema da Ilha da Madeira, marcando dois golos, facto que ocorre pela primeira vez. Não sendo um matador, como ele próprio o afirma - "sou um jogador de último passe" -, o internacional angolano, quer "melhorar a marca dos seis golos que marquei na época passada".Este objectivo, contudo, poderá não ser propriamente fácil, sobretudo por uma questão de falta de tempo. Isto porque, o extremo, de 22 anos, é um dos "barões" da lista dede Manuel José para o CAN'2010. "Conseguir a melhor classificação de sempre do país na prova" é o sonho que une os angolanos e, mesmo em termos individuais, Djalma garante que esse é o seu único propósito, embora reconheça que o certame é uma "excelente montra para qualquer jogador". Para já, o número 17 do Marítimo tem os pés assentes no chão, no que diz respeito ao futuro, mas não esconde que pretende chegar a "um dos três grandes" do futebol nacional.
Ao falar-se de Djalma, é inevitável lembrar o seu pai, Abel Campos, antigo jogador do Benfica. Os conselhos perduram, mas com menos frequência do que antes. "Como ele vive em Angola, falamos por telefone. Liga-me, por vezes, a dar os parabéns, mas agora aconselha-me principalmente quando preciso de tomar decisões mais difíceis", conta o jovem avançado.
Difícil foi também o percurso de Djalma, fã incondicional de Thierry Henry. É que o primeiro ano de júnior não jogou. Saído do Loures, foi para o Belenenses, mas não jogou devido a "burocracias". Treinou, depois, no Benfica e Guimarães, mas foi dispensado. Seguiu-se o Alverca até que o Marítimo B abriu-lhe caminho para o "estrelato".
E, Djalma despontou de verdade, foi nos jogos da UEFA, em Espanha, com a camisola do Marítimo. Nos "Palancas Negras", marcou um bonito golo frente a Malta e... como troféu especial, a Rádio 5, Emissora da RNA dedicada a desporto exclusivamente, na eleição de 2008, outorgou-lhe a taça de "Revelação do Ano, no Estrangeiro".
Manuel José, o técnico dos "Palancas" precisa entender melhor as características deste jovem para dele tirar o melhor partido. O Djalma não é ponta de lança... é "um jogador do último passe", como ele próprio se considera.
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