10 de novembro de 2009


EFEMÉRIDE

INDEPENDÊNCIA DE ANGOLA
11 de Novembro de 1975


Este será o assunto do momento nas próximas 24 horas
 neste meu blogue.
Como angolano calcinhas, embora longe da Pátria,
estarei de alma e coração ligado ao dia em que o
 Dr. ANGOSTINHO NETO,
 cumpriu com a sua promessa:


HAVEMOS DE VOLTAR


Havemos de voltar
(Agostinho Neto - Pablo Milanés)

Às casas, às nossas lavras
às praias, aos nossos campos
havemos de voltar.


Às nossas terras
vermelhas do café
brancas de algodão
verdes dos milharais
havemos de voltar.


Às nossas minas de diamantes
ouro, cobre, de petróleo
havemos de voltar.


Aos nossos rios, nossos lagos
às montanhas, às florestas
havemos de voltar.


À frescura da mulemba
às nossas tradições
aos ritmos e às fogueiras
havemos de voltar.


À marimba e ao quissange
ao nosso carnaval
havemos de voltar.


À bela pátria angolana
nossa terra, nossa mãe
havemos de voltar.


Havemos de voltar
À Angola libertada
Angola independente.

Adeus à hora da largada


Minha Mãe
(todas as mães negras
cujos filhos partiram)
tu me ensinaste a esperar
como esperaste nas horas difíceis


Mas a vida
matou em mim essa mística esperança


Eu já não espero
sou aquele por quem se espera


Sou eu minha Mãe
a esperança somos nós
os teus filhos
partidos para uma fé que alimenta a vida


Hoje
somos as crianças nuas das sanzalas do mato
os garotos sem escola a jogar a bola de trapos
nos areais ao meio-dia
somos nós mesmos
os contratados a queimar vidas nos cafezais
os homens negros ignorantes
que devem respeitar o homem branco
e temer o rico
somos os teus filhos
dos bairros de pretos
além aonde não chega a luz elétrica
os homens bêbedos a cair
abandonados ao ritmo dum batuque de morte
teus filhos
com fome
com sede
com vergonha de te chamarmos Mãe
com medo de atravessar as ruas
com medo dos homens
nós mesmos


Amanhã
entoaremos hinos à liberdade
quando comemorarmos
a data da abolição desta escravatura


Nós vamos em busca de luz
os teus filhos Mãe
(todas as mães negras
cujos filhos partiram)
Vão em busca de vida.


Agostinho Neto
(Sagrada Esperança)

E VOLTÁMOS... E LUTÁMOS...

e CONQUISTÁMOS O MUNDO
com a dinâmica da
RECONSTRUÇÃO NACIONAL!

Alguns links sobre esta importante data:

KZBMCYLL|ANGOLA
HISTORIA DE ANGOLA
CLIQUE E VEJA COM ATENÇÃO
CONHEÇA MELHOR



HUAMBO, CIDADE VIDA!

11 de Novembro
DIA DA INDEPENDÊNCIA

O secretariado provincial do MPLA no Huambo, considera o 11 de Novembro de 1975, data em que o país conquistou a Independência, um marco relevante na congregação de várias sensibilidade nacionais.
Numa exortação distribuída hoje à Angop, por ocasião do trigésimo quarto aniversário da Independência de Angola a ser assinalado quarta-feira, permitiu a valorização da pátria angolana, decidido na vontade de um estado democrático de direito e a reconstrução nacional, bem como uniu os angolanos como filhos da mesma pátria de Cabinda ao Cunene.
"Ao comemoramos o 34º aniversário da Independência numa altura em que o país vai conhecendo vitórias e esperança para um futuro melhor devemos reiterar o nosso reconhecimento e a nossa gratidão a todos quantos se sacrificaram para que este propósito fosse atingido", lê-se na exortação do secretariado do MPLA no Huambo.
Este órgão partidário convida os angolanos a aprender na diferença e trabalhar de forma abnegada, definindo as linhas de orientação que permitem manter Angola no caminho do progresso, criando desenvolvimento, riqueza e bem estar do povo.
A cidade do Huambo - HUAMBO, CIDADE VIDA! como foi baptizada pelo ERH, em 1975 -,centro sul de Angola, acolhe o acto central do 11 de Novembro, que será marcado pela inauguração de uma série de empreendimentos socio-económicos reabilitados e construídos no quadro do programa de reconstrução nacional.
Serão inaugurados o Instituto Médio de Administração e Gestão, localizado no Dango, Hospital municipal do Huambo na localidade de Cambiote, escola do II ciclo em Casseque III, bem como a reinauguração do Hospital central do Huambo.

| Compilação e montagem de Carlos Pereira, com recursos a imagens e link's retirados da Internet. Fontes dos textos: ANGOP, Agência de Notícias |



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