Este sábado, 25, às 16 horas, realiza-se na localidade portuguesa de Vila Nova da Cerveira o acto de lançamento da reedição da obra poética de António Jacinto, um dos poetas nacionais de Angola. Estarão presentes Luandino Vieira, Isabel Guerra Marques e Pires Laranjeira.

António Jacinto do Amaral Martins, nasceu no Golungo Alto, em 28 de Setembro de 1924. Conclui seus estudos licencias em Luanda, passando a trabalhar como funcionário de escritório. Destaca-se como poeta e contista da geração Mensagem e, em conseqüência de seus envolvimentos políticos, é preso no campo de concentração do Tarrafal, Cabo Verde, onde cumpriu pena de 1960 a 1972. Neste ano, foi transferido para Lisboa, em regime de liberdade condicional, onde exerceu a função de técnico em contabilidade. Fugiu em 1973 e foi integrar a luta pela independência de Angola, participando das frentes militantes do MPLA. Após a independência, foi Ministro da Cultura de 1975 a 1978. Morreu em 23 de Junho de 1991.
ADENDA – Que pena eu tenho de a esta hora não poder abraçar e rever amigos, participar neste encontro para lembrar com o Luandino, momentos inesquecíveis vividos na espplanada da Monte Carlo, onde o Jacinto, o Luandino e o Cardoso se reuniam, naquele cantinho “revolucionário” e, aquela cena do pidesco Manuel Moreno que andava a espiar o Luandino no prédio da Cristália, onde fomos vizinhos.
O Jacinto já eu conhecia, era ainda miudo. Ele era como se da familia do Leonel de Sousa fosse. Proximidades: Quilombo e Golungo era ali mesmo a dois passos. O Jacinto cumpriu o dever de ser o que ele queria mesmo ser… eu sei. Eu era ainda miudo (7 anos) –, mas lembro que ele me chamava: “ Galã das Bananas”. Fruto de eu comer muitas das que vinham do Golungo: a famosa banana-maçã.
Carlos Pereira|.
NOTA - Este post foi repassado do blog, PENSAR E FALAR ANGOLA na sua forma integral. Apenas redimensionei as fotografias.
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