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28 de dezembro de 2010

NECESSIDADES SEXUAIS


A SABEDORIA QUE FALTA A HOMENS E MULHERES
Quando vivo o dealbar de um ano novo, sempre me acostumei a repescar coisas antigas de meus arquivos por ter certezas de aí nessas páginas mortas ir encontrar valores de toda e qualquer uma índole, desde as simples anedotas aos textos assinados por valores da cultura contemporânea.
E, assim, encontrei esta "pequena e engraçada" narrativa de Luiz Fernando Veríssimo, que, por coincidência até bate certo no espaço do tempo previsto pelo autor: O texto foi escrito em 2004 e determina uma meta natalícia: 2010.

Curiosamente ...

NECESSIDADES SEXUAIS 
Eu nunca havia entendido porque as necessidades sexuais dos homens e das mulheres são tão diferentes.  Nunca tinha entendido isso de "Marte e Vênus".   E nunca tinha entendido porque os homens pensam com a cabeça e as mulheres com o coração. Uma noite, semana passada, minha mulher e eu estávamos indo para a cama. Bom, começamos a ficar a vontade, fazer carinhos, provocações, o maior "T" e,  nesse momento, ela parou e me disse: - - Acho que agora não quero, só quero que você me abrace...                                                                               Eu falei: - O QUÊÊÊÊÊÊÊÊÊÊÊÊÊÊÊÊÊÊÊÊÊÊÊÊÊÊ?????????
Ela falou: - Você não sabe se conectar com as minhas necessidades emocionais como mulher. 
Comecei a pensar no que podia ter falhado. No final, assumi  que  aquela noite não ia rolar nada, virei e dormi. No dia seguinte, fomos ao shopping. Entramos em uma grande loja de departamentos... Fui dar uma volta enquanto ela experimentava três modelitos caríssimos. Como não podia decidir por um ou outro, falei para comprar os três. Então, ela me falou que precisava de uns sapatos que combinassem... a R$200,00 cada par. Respondi que tudo bem. Depois fomos à seção de joalheria, onde escolheu uns brincos de diamantes.  Estava tão emocionada!! Deveria estar pensando que fiquei louco. Acho até que estava me testando quando pediu uma raquete de tênis, porque nem tênis ela joga. Acredito que acabei com seus esquemas e paradigmas quando falei que sim. Ela estava quase excitada sexualmente depois de tudo isso. Vocês tinham que ver a carinha dela, toda feliz!                                                                      Quando ela falou: - Vamos passar no caixa para pagar, amor?
Eu disse: Acho que agora não quero  mais comprar tudo isso,  meu bem... Só quero que você me abrace.
 Ela ficou pálida. No momento em que começou a ficar com cara de querer me matar, falei: 
- Você não sabe se conectar com as minhas necessidades financeiras de homem. 
Vinguei-me, mas acredito que o sexo acabou para mim até o Natal de  2010.






Da mesma autoria, não resisto à tentação de repassar mais esta sua obra de engenharia literária e poética... 
Um quesito que todos os homens detestam na mulher... é quando ela entra na TPM. Ihcc, sai de perto que elas ficam ensandecidas. 
Malucas.
 Agressivas e o anjo que era antes, vira o diabo.
E sobre a TPM, o criativo escritor Luiz Fernando Veríssimo escreveu sobre a mulher com TPM. 
Leia e você entenderá a mulher (se isso é possível!), nesses dias.
E, se não entender... faça de conta e esqueça.
Corre riscos imprevistos. Cuidado!
Sabe... é que a mulher é imprevisivel quando se sente inserida em situações como essa criada pelo tal TPM (Toda Porra é Merda).
Nesse período crítico -  ou sei lá como se poderia definir para além dessa sigla chata de TPM -, eu costumo ensaiar assobiar musicas cantadas pela Maria Betânia, poemas do  Dorival e para ela só digo: OLÁ JOIA... LOGO VOU JANTAR COM O MEU COLEGA IRENEU! 


30 de outubro de 2010

A CABANA

BEST-SELLER MUNDIAL
 lançado originalmente em 2007 já vendeu 12 milhões de cópias.
A Cabana foi publicado em português pela primeira vez em 2008


O livro do canadense Wm. Paul Young, A CABANA, para além de constituir um sucesso de vendas em todo o Mundo, é, para mim que me considero leigo e nem de pretensão tenho de ser crítico, um caso muito especial dado o envolvimento de amor que dele sobressai em minha vida. 
Comprei-o para corresponder ao interesse que me foi revelado. Ontem, volvidos cerca de sete meses após a oferta, eis que o livro me é colocado na frente como um convite para o ler. Eu que desde há alguns anos me divorciei da leitura - por motivos justificados nas ocupações profissionais que mal deixam tempo para fazer as tradicionais três refeições diárias,  antes de decidir a ler ou não, procurei indentificar-me com esta obra, uma vez que estando neste momento privado de transporte próprio, recorri aos transportes públicos, dado o facto de os que utilizo - comboio da cp e metropolitano -, oferecerem-me 1 hora e meia sentadinho. Logo, encontrei o momento exacto para evitar ouvir conversas alheias no comboio - daquelas em que a senhoras bem vestidas passam a vida a barafustar com a interlocutora "ai filha que coisa essa de andares de  loja em loja  à procura de sapatos quando no CI de Lisboa encontras o que há de melhor ... como? Há pois... não tens dinheiro para sapatos do CI... pois é, querida. Eu só compro lá...- ou, passar o tempo a olhar para os camafeus de penteados nunca vistos, calças a cair da cintura à moda Cantinflas, a mostrarem parte do rabiosque ... uma coisa que não ajuda nada a valorização dos meus saberes.

15 de junho de 2010

Meditando


O AMOR QUE ACENDE A LUA


Assim acontece com a gente. As grandes transformações acontecem quando passamos pelo fogo. Quem não passa pelo fogo fica do mesmo jeito a vida inteira. São pessoas de uma mesmice e uma dureza assombrosa. Só que elas não percebem e acham que seu jeito de ser é o melhor jeito de ser. Mas, de repente, vem o fogo. 

O fogo é quando a vida nos lança numa situação que nunca imaginamos: a dor. Pode ser fogo de fora: perder um amor, perder um filho, o pai, a mãe, perder o emprego ou ficar pobre. Pode ser fogo de dentro: pânico, medo, ansiedade, depressão ou sofrimento, cujas causas ignoramos.
Há sempre o recurso do remédio: apagar o fogo! Sem fogo, o sofrimento diminui. Com isso, a possibilidade da grande transformação também.
Imagino que a pobre pipoca, fechada dentro da panela, lá dentro cada vez mais quente, pensa que sua hora chegou: vai morrer. Dentro de sua casca dura, fechada em si mesma, ela não pode imaginar um destino diferente para si. Não pode imaginar a transformação que está sendo preparada para ela. A pipoca não imagina aquilo do que ela é capaz. Aí, sem aviso prévio, pelo poder do fogo, a grande transformação acontece: BUM! E ela aparece como uma outra coisa completamente diferente, algo que ela mesma nunca havia sonhado.
Bom, mas ainda temos o piruá, que é o milho de pipoca que se recusa a estourar. São como aquelas pessoas que, por mais que o fogo esquente, se recusam a mudar. Elas acham que não pode existir coisa mais maravilhosa do que o jeito delas serem. A presunção e o medo são a dura casca do milho que não estoura. No entanto, o destino delas é triste, já que ficarão duras a vida inteira. Não vão se transformar na flor branca, macia e nutritiva. Não vão dar alegria para ninguém.


Texto retirado, com a devida vénia
do livrode Rubem Alves
“O amor que acende a lua"