18 de março de 2011

FEDERAÇÃO ANGOLANA
na hora da verdade


Presidente da Federação Angolana 

 cai com os seus acólito

 Fonte. O PAÍS - LUANDA 





Justino Fernandes aceitou colocar o seu lugar à disposição, tal como todos  os membros da direcção da Federação Angolana de Futebol (FAF), respondendo assim à pressão das associações que queriam ver pelas costas só os seus subordinados.
Depois de uma acesa reunião, nesta quarta-feira, Justino Fernandes, o único membro da FAF cujas associações concederam voto de confiança, desistiu da ideia de colocar a prémio apenas a cabeça dos seus acólitos.
Num comunicado, onde se defende das críticas, que considera injustas e vindas de “pessoas sem conhecimento profundo da FAF,” a direcção de Justino Fernandes Teixeira Cândido na qual os Palancas Negras não foram além dos quartos-de-final, sob orientação de Manuel José.
A prestação dos Palancas Negras no CAN2010, que foi reconhecida como pobre, para um país que sonhava com o título, foi a ponta do iceberg que acaba, agora, por derreter todo.
À saída do treinador português Manuel José, do cargo de seleccionador nacional, por divergência com Alves Simões, seguiram-se Hervé Renard e Zeca Amaral, denunciando problemas na direcção da FAF.
Jesus, o então vice-presidente da FAF para Associações Provinciais, demitiu-se em Janeiro e agudizou a crise, revelando, na entrevista que concedeu a O PAÍS (edição de 28 de Janeiro), existirem problemas na direcção de Justino Fernandes.
Jesus criticou igualmente a falta de coerência das associações provinciais, responsabilizando-as, em parte, pelo estado actual do futebol nacional. O ex-avançado do Petro de Luanda e dos Palancas Negras recordou “situações estranhas” quando concorreu, em 2004, para o cargo de presidente da FAF.
PROMESSAS POR CUMPRIR 
Uma das bandeiras eleitorais de Justino Fernandes, no seu terceiro mandato, era atribuir prémios monetários ao campeão do Girabola, Taça de Angola e Supertaça. Três anos depois da eleição (em 2008), a Federação Angolana de Futebol ainda não atribuiu nada aos vencedores.
Em 2006, depois da qualificação dos Palancas Negras para o Mundial da Alemanha, Justino Fernandes prometeu construir um centro de estágio para as selecções nacionais com os cinco milhões que a FIFA oferece a qualquer participante nos Mundiais, e os adeptos ainda esperam pela concretização da promessa.
QUEM É O PRÓXIMO? 
Muitos nomes estão na lista para suceder na direcção Justino Fernandes, um dos quais é o de Alves Simões, que, apoiado por uma “mão” invisível , quer chegar ao cadeirão da FAF.
Alves Simões, um homem polémico e contestado pelas associações, fez parte da “Task Force” para o CAN2010. Com o final da comissão, o ex-presidente do Interclube foi colocado, nãos se sabe por quem, na Federação Angolana de Futebol como assessor Justino Fernandes.
Em pouco tempo “destituiu” o vice-presidente para as Selecções Nacionais, Rui Costa, e abriu caminho para situações de desentendimento com outros membros de direcção, assumindo-se como alguém com repleto de poderes, imaiores nclusive do que os do secretário-geral da FAF.
Manuel José, ex-seleccionador nacional, foi dos primeiros a acusar Alves Simões de ser uma pessoa destabilizadora. Seguiram-se desentendimentos com Rui Costa e outros membros da FAF, razão pela qual as associações provinciais pediram igualmente a sua cabeça.
Alves Simões já terá dado volta à história e é das pessoas que se perfila para gerir a comissão de gestão, caso a Assembleia Extraordinária da FAF, que hoje se realiza, aceite a demissão do elenco de Justino Fernandes.
Os estatutos da Federação Angolana de Futebol impedem que se realizem eleições foram do ciclo olímpico. Deste modo, deverá ser criada uma comissão de gestão até as eleições, em finais de 2012.
Para as eleições, cogita-se vários nomes, entre os quais José Luís Prata, Osvaldo Saturnino “Jesus”, Alves Simões e Artur Almeida. Pode, no entanto, surgir a qualquer altura outras listas, segundo se sabe.

nota do editor: Acredito sem receio de errar que há interferência governamental neste caso, no que respeita à mão "invisível" que apóia o cerne da questão. Não vejo outra forma de pensar uma vez que as Associações estão unidas e nenhuma teria força para o fazer. Esta questão é muito grave. Pondere-se no que poderá acontecer ao nosso futebol, se a mão governamental que está envolvida neste caso for denunciada na FIFA. Será o suficiente para Angola , clubes inclusive, serem impedidos de participar em provas internacionais.

Desde que procurei acompanhar o estágio dos Palancas em São Paulo que fiquei a saber que o sr. Alves Simões é uma mentiroso... e já o denunciei varias vezes. Faço-o e não retiro uma palavra porque tenho as gravações que provam as aldrabices desse senhor, revelando-se pessoa bem apoiada por alguém que está a imiscuir-se nos problemas internos da Federação.
Agora pergunto? Qual o curriculo de Alves Simões, que garanta ser pessoa credivel e honesta para gerir o futebol angolano?
Este assunto está a tornar-se perigoso e a por uma nuvem negra no futuro risonho do nosso futebol.
As Associações precisam acautelar-se para não serem intimidadas  pela tal "mão secreta". Que o futebol angolano jamais seja presidido por Alves Simões ou José Luís Pratas. Nenhum deles tem abonatorias qualidades para execer cargo de tamanha responsabiidade. Se forem vencedores... que poderei eu pobre jornalista, fazer? Lamentar e esperar pelo descalabro. Nessa altura nem uma palavra direi ou escreverei.  Será tarde para lamentar o que procuro evitar.
Carlos Pereira

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