1 de agosto de 2013


GIRABOLA | CAÁLA CHICOTEIA

RECREATIVO DA CAÁLA 
manda embora Ricardo Formosinho e Cia 

HORÁCIO MOSQUITO ERROU
ANTÓNIO CALDAS, REJEITADO
LÁZARO OLIVEIRA, O BARÃO MAIOR
A Direcção do clube demitiu também o treinador adjunto, Francisco Agatão, e promoveu o preparador físico, Vaz Pinto, para orientar a equipa até ser escolhida nova equipa técnica. Formosinho, deixa a equipa com 22 pontos em 18 jogos, conta no seu currículo com passagens pelo Becamix Binh Dueong e pelo Long Na (ambos do Vietname), pelo Al Khaleej, da Arábia Saudita, e pelos clubes portugueses Desportivo de Chaves, Santa Clara, Seixal, Sporting de Espinho, Imortal, Penafiel, União Montemor, Camacha, Amora, Louletano e Olhanense, além de ter integrado a equipa de observadores de José Mourinho, no Real Madrid. Antes de Ricardo Formosinho, há a registar o despedimento dos treinadores angolanos Miler Gomes (Petro de Luanda), Romeu Filemon (1º de Agosto), Ricardo Almeida (ASA), Eddy Cardoso (1º de Maio) e Abílio Amaral (Benfica de Luanda), além do português Henrique Calisto (Recreativo do Libolo).|||  Fonte: ANGOP  |||
NOTA DO EDITOR

Fico triste com estas incompatibilidades do futebol angolano, quando, na verdade, não é mais do que revelador da mistura de ideias e raciocínios, nada óbvios, que as Direções dos Clubes assumem.Quando o Libolo despachou um técnico credível para contratar o português Henrique Calisto , não era difícil prever o erro em que caíra... embora a decisão,pela ótica diretiva tenha uma certa lógica, uma vez haver na origem da decisão um conceito organizativo e considerar. Tudo bem. No entanto a escolha é que foi errada. 
No que aconteceu no Planalto Central... o erro, quanto a meu ver, da responsabilidade do presidente Horácio Mosquito. Contratar um treinador inativo e com poucos conhecimentos da geografia futebolística angolana, longe dos conceitos peculiares de jogadores angolanos é um suicídio  Não estou a fazer esta afirmação neste momento. Fi-la na hora e na altura, sugerindo dois nomes: Lázaro Oliveira e António Caldas...
No Caála, fizeram ouvidos de mouco... sei que o Caldas, inclusivamente, sendo um técnico com provas dadas ao serviço do Inter, com gabaritos no ranking mundial, ser um homem que no Mambroa fez bom trabalho e gosta de viver no Planalto, não foi aceite. E, eu sei, o Caldas conversou e até mostrou-se muito interessado no vínculo.... mas o presidente Horácio não aceitou... por nao aceitar os valores em causa... que asneira imperdoável. O Caldas foi para o Sagrada Esperança... e é quarto lugar a morder o terceiro.
Quanto ao Lázaro Oliveira... é uma pena que nem a Federação Angolana, nem o Libolo e nem o Caála. o tenham contratado antes de ele ter renovado com o Portimonense. Pedro Neto andou a viajar e a gastar dinheiro em momentos financeiros complicados e contratou um uruguaio, que andava nas ondas do desemprego... em vez de tentar reabilitar o Lito Vidigal, o Filemon... ou o Lázaro Oliveira. Deu ouvidos ao que eu sugeri quer nas minhas crónicas e nos recados que gravei no correio de voz do seu telemóvel e através do secretário federtaivo. Deu ouvidos mas não aceitou e fez a asneira, rotulada de incompetência directiva, de contratar o técnico estrangeiro que perdeu o CAN, perdeu o MUNDIAL DO BRASIL e perdeu jogos importantes no CHAN... onde, poucas probabilidades temos de chegar onde com o Lito Vidigal chegámos. 
Agora, o Lázaro Oliveira, o barão angolano da Gabela, que aqui em Portugal é considerado revelação... custa muito mais caro, uma vez que face às propostas que recebeu, o Portimonense não só melhorou o salário... como, pela primeira vez na história da II Liga Lusa, criou uma cláusula de rescisão.
Estou triste e as razões são justificadas pelas verdades que acabei de referir.
Carlos Pereira
Correspondente da Rádio 5 (Angola) em Portugal.




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