editado pela equipa da Casa dos Bits

sexta-feira, 23 Outubro 2009
Curas para a Gripe A na Internet são fraude
Multiplicam-se a venda na Internet de produtos para combater a Gripe A. De medicamentos falsificados, que podem ser perigosas para a saúde, a produtos inúteis, a oferta é vasta e cresce à medida que as temperaturas descem.

Já é do conhecimento público que se espera um pico de infecções pelo H1N1 durante o Inverno. Também se sabe que a Internet é um terreno fértil para fraudes, nomeadamente através da venda de produtos que nunca chegam ou não servem para nada.
Nos Estados Unidos foi destacada uma equipa para investigar a proliferação deste tipo de ofertas a propósito da Gripe A. Estes responsáveis alertam para um nova "vaga", depois do sucedido durante a Primavera, quando se começou a ouvir falar da gripe e a oferta crescia a um ritmo de "10 novos produtos por dia". Durante as últimas semanas "vemos novos sites a aparecer a cada instante", afirma a chefe da equipa.
As autoridades já enviaram notificações para os fabricantes de mais de 140 produtos, entre os quais se incluem, por exemplo, esterilizadores de ar, comprimidos para aumentar a resposta do sistema imunitário ao vírus ou champôs que protegem da gripe.
Mas a maior preocupação são as páginas que garantem vender Tamiflu sem receita médica, onde o medicamento, que só pode ser comercializado em farmácias e por prescrição médica, é colocado à disposição dos Internautas a preços mais ou menos exorbitantes. O organismo estatal norte-americano responsável pelo controlo dos alimentos e fármacos adquiriu e testou 5 desses medicamentos, um deles
Mas as autoridades de saúde estão mais preocupadas com os sites que garantem vender Tamiflu sem receita médica, onde o medicamento, que só pode ser comercializado em farmácias e por prescrição médica, é colocado à disposição dos Internautas a preços mais ou menos exorbitantes.
Foram analisados 5 desses medicamentos vendidos online, um deles continha somente pó-de-talco e paracetamol, e os outros 4 incluíam o Oseltamivir - princípio activo do Tamiflu - na sua composição mas não estavam licenciados para venda.
"Não temos a menor ideia das condições em que estes produtos são fabricados. Podem conter ingredientes contaminados, contrafeitos, impuros, subpotentes ou superpotentes", avisam os especialistas.