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22 de julho de 2010

AMAZONIA
na internet


ALMIR SURUÍ cria iniciativa pioneira 
para valorizar a cultura de seu povo
e combater o desmatamento ilegal  em Rondônia




O líder indígena Almir Suruí, 35, é o criador de uma iniciativa pioneira de utilizar a internet para valorizar a cultura de seu povo e combater o desmatamento ilegal na reserva indígena Sete de Setembro, em Rondônia, onde mora.
“Eu acho que nossa aliança com a internet é muito importante porque facilita e possibilita que a comunicação fortaleça politicamente nosso povo. O meu povo pode estar falando da ameaça da floresta, do desenvolvimento da floresta, da valorização cultural do povo Suruí.”
A partir de uma parceria com a gigante Google e ONGs como ACT-Brasil e Associação Kanindé, que virou modelo para povos indígenas ao redor do mundo, os Surui já colocaram à disposição dos usuários um “mapa cultural” que dá informações sobre sua cultura e história.
Após receber treinamento da empresa de San Francisco, os Surui querem agora utilizar telefones capazes de tirar fotos da derrubada ilegal de floresta, determinar exatamente o local através de um sistema de navegação por satélite (GPS) e postar a imagem em tempo real na internet ou enviar para as autoridades competentes.
Almir Surui é chefe do clã Gamebey, responsável por tratar dos assuntos ligados à guerra, à diplomacia e ao meio-ambiente. Ao ‘trocar o arco-e-flecha pelo laptop’, como ele mesmo anuncia, revolucionou os três campos de uma só vez. |Fonte: BBC BRASIL - Superprotência |

25 de outubro de 2009

GRIPE A

editado pela equipa da Casa dos Bits

sexta-feira, 23 Outubro 2009


Curas para a Gripe A na Internet são fraude

Multiplicam-se a venda na Internet de produtos para combater a Gripe A. De medicamentos falsificados, que podem ser perigosas para a saúde, a produtos inúteis, a oferta é vasta e cresce à medida que as temperaturas descem.

Já é do conhecimento público que se espera um pico de infecções pelo H1N1 durante o Inverno. Também se sabe que a Internet é um terreno fértil para fraudes, nomeadamente através da venda de produtos que nunca chegam ou não servem para nada.

Nos Estados Unidos foi destacada uma equipa para investigar a proliferação deste tipo de ofertas a propósito da Gripe A. Estes responsáveis alertam para um nova "vaga", depois do sucedido durante a Primavera, quando se começou a ouvir falar da gripe e a oferta crescia a um ritmo de "10 novos produtos por dia". Durante as últimas semanas "vemos novos sites a aparecer a cada instante", afirma a chefe da equipa.

As autoridades já enviaram notificações para os fabricantes de mais de 140 produtos, entre os quais se incluem, por exemplo, esterilizadores de ar, comprimidos para aumentar a resposta do sistema imunitário ao vírus ou champôs que protegem da gripe.

Mas a maior preocupação são as páginas que garantem vender Tamiflu sem receita médica, onde o medicamento, que só pode ser comercializado em farmácias e por prescrição médica, é colocado à disposição dos Internautas a preços mais ou menos exorbitantes. O organismo estatal norte-americano responsável pelo controlo dos alimentos e fármacos adquiriu e testou 5 desses medicamentos, um deles

Mas as autoridades de saúde estão mais preocupadas com os sites que garantem vender Tamiflu sem receita médica, onde o medicamento, que só pode ser comercializado em farmácias e por prescrição médica, é colocado à disposição dos Internautas a preços mais ou menos exorbitantes.

Foram analisados 5 desses medicamentos vendidos online, um deles continha somente pó-de-talco e paracetamol, e os outros 4 incluíam o Oseltamivir - princípio activo do Tamiflu - na sua composição mas não estavam licenciados para venda.

"Não temos a menor ideia das condições em que estes produtos são fabricados. Podem conter ingredientes contaminados, contrafeitos, impuros, subpotentes ou superpotentes", avisam os especialistas.