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25 de setembro de 2012

ANGOLA
AGOSTINHO NETO


VIDA E OBRA de AGOSTINHO NETO
em colóquio na cidade do Porto


 No quadro dos festejos do Dia do Herói Nacional o Consulado Geral de Angola no Porto realizou no fim-de-semana um colóquio sobre o legado de Agostinho Neto.




Sob o lema “Honremos o Legado de Neto, Combatendo a Fome e a Pobreza”, a conferência, decorrida num hotel da “cidade invicta”, teve como prelectores o professor de Literaturas Africanas na Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, Pires Laranjeiro, e o escritor angolano John Bela, deputado pelo MPLA na última legislatura.


Na sua dissertação, Laranjeiro criticou o facto de, em Portugal, Agostinho Neto não ter sido “considerado uma grande referência literária”, pois, segundo adiantou, “o fundador da nação angolana foi e continua a ser uma das maiores figuras do continente africano, pela sua coragem, inteligência, perseverança e liderança em prol da libertação dos povos africanos.


Por sua vez, tal como havia feito anteriormente na sede da CPLP e no Consulado Geral de Angola em Faro, onde foi um dos apresentadores do livro “Agostinho Neto e a Luta de Libertação de Angola, 1949-1974, Arquivo PIDE-DGS”, o escritor John Bela voltou a caracterizar a figura do primeiro presidente angolano como “o soba de todos os angolanos”.
Preenchido com um momento cultural, designadamente recitação de poemas e trova, o evento contou, entre outras, com as presenças do embaixador de Angola em Portugal, José Marcos Barrica, dos cônsules-gerais de Angola em Lisboa, Porto e Faro, Cecília Baptista, Bento André Salazar e Mateus de Sá Miranda, respectivamente, e de membros da comunidade angolana.
No quadro das comemorações dos 90 anos do falecido presidente Agostinho Neto, no dia 17 deste mês, foi realizada em Lisboa uma conferência promovida pela Embaixada de Angola, ocasião em que Marcos Barrica encorajou a contínua “difusão e divulgação do pensamento” de Neto.
O acto em Lisboa incluiu uma deposição de coroa de flores num busto de Agostinho Neto na representação diplomática de Angola, e teve a prelecção do poeta, ensaísta e crítico literário, Luís Kandjimbo, com a comunicação “Agostinho Neto: o intelectual e o político, itinerários, ideias e teoria da libertação nacional”.
-FONTE- ANGOP




3 de agosto de 2010

ARTE E CULTURA
Hugo Seia


Este lindo quadro de HUGO SEIA, recebi por e-mail, do meu amigo Carranca, do blogue Pensar e falar Angola. Dois colossos da selva angolana, em época de seca. A aridez realçada a torpe passada do velho elefante (enrugado) que comandou as manadas e o seco imbondeiro (sem múcuas, fantasmagórico) sintetizam as forças passadas ainda vivas no presente, hirtas e confiantes no fim digno por dever cumprido. Asim interpreto eu a mensagens desta maravilhosa obra de arte do Hugo Seia

30 de maio de 2010

CULTURA
Divulgação

Isabel Fontes, organiza com frequência eventos culturais que envolvem, sobremaneira, a poesia moderna com objetivos bem determinados e sempre criados por uma imaginação peculiar a quem se deixa dominar pela imaginação do futuro onde a solução de problemas se confunde com o irrealizável.
Dificilmente aceita a derrota. Assim personaliza o seu sentido de  ser humano e, esteja ou não certa, acredita sempre no triunfo. E é nesta vertente que num ocasião em que precisa de apoio de todos os que estão presentes que se lança e mais outros eventos. Eles aqui ficam, com o convite para que não percam estas oportunidades.
O meu aval, incondicional aqui fica.
  • O Evento "À conversa com... Pedro Rolo Duarte" que nos falará sobre "Há um futuro para o Jornalismo?" no dia 1 de Junho ás 19,30 hrs. na Biblioteca Municipal Palácio Galveias.
  • O lançamento do livro de Poesia do Ricardo Gil Soeiro "O Alfabeto dos Astros" no dia 2  ás 19,30 hrs. na Biblioteca Municipal Palácio Galveias.
  • O Lançamento do livro do Escritor Pedro Paixão "Perdido em Xangai"  no dia 5 de Junho ás 19,30 hrs. na Biblioteca Municipal Biblioteca Municipal Palácio Galveias.

20 de maio de 2010

POESIA CAIPIRA

QUANDO TUDO EMBARAÇA

Longe de imaginar onde poderia eu chegar graças a uma gentilieza de uma visitante, Dona Ana Sequeira, que teve a feliz ideia de me enviar uma poesia caipira de autor desconhecido que é uma verdadeira PÉROLA. Uma joia rara que, sem eu imaginar, me deliciou e encantou. Buscando respostas certas cheguei onde desejo que você (que me lê neste momento) também chegue. Ao cerne genial de um dialeto maravilhoso, com origens inquestionáveis e que se nos colocam perante interrogações que permitem encontrar a razão para muitas coisas belas. Mas antes entenda, parcialmente, a minha mensagem buscando no texto abaixo uma ideia precisa e importante para que a poesia que a seguir posto seja entendida no seu verdadeiro contexto.
Uma língua rica, um sotaque próprio. Quem disse que o caipira fala errado? O dialeto do caipira é muito próximo do português que se falava no Brasil e no Portugal antigos. Você já notou que o caipira diz "ansim" e não assim? Esta é a forma usada também nas peças de Gil Vicente. Geralmente o caipira coloca o verbo no plural: "a cabocrada tão fazendo festa"; "aquela gente são bão". Mas Camões fez o mesmo: "Se esta gente que busca outro hemisfério ( ) não queres que padeçam vitupério". Nesse caso, qualquer semelhança não é mera coincidência.
POESIA CAIPIRA

Vô contá como é triste, vê a veíce chegá,
vê os cabêlo caíno, vê as vista encurtá.
Vê as perna trumbicano, com priguiça de andá.
Vê "aquilo" esmoreceno, sem força prá levantá.

As carne vão sumino, vai parecêno as vêia.
As vista diminuíno e cresceno a sombrancêia.
As oiça vão encurtano, vão aumentano as orêia.
Os ôvo dipindurano e diminuíno a pêia.

A veíce é uma doença que dá em todo cristão:
dói os braço, dói as perna, dói os dedo, dói a mão.
Dói o figo e a barriga, dói o rim, dói o pulmão.
Dói o fim do espinhaço, dói a corda do cunhão.

Quando a gente fica véio, tudo no mundo acontece:
vai passano pelas rua e as menina se oferece.
A gente óia tudo, benza Deus e agradece,
correno ligeiro prá casa, voltando do INSS.

No tempo que eu era moço, o sol prá mim briava
Eu tinha mil namorada, tudo de bão me sobrava.
As menina mais bonita, da cidade eu bolinava.
Eu fazia todo dia, chega o bichim desbotava.

Mas tudo isso passô, faz tempo ficô prá tráis
as coisa que eu fazia, hoje num sô capaiz.
O tempo me robô tudo, de uma maneira sagaiz.
Prá falá mesmo a verdade, nem trepá eu trepo mais.

Quando chega os setenta, tudo no mundo embaraça.
Pega a muié, vai pra cama, aparpa, beija e abraça,
porém só faz duas coisa: sorta peido e acha graça!