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28 de setembro de 2011

ANGOLA NA ONU

O Estado de direito é instância basilar
para o povo viver em paz e harmonia
Paulo Chicoti ao usar da palavra na ONU

Ministro das Relações Exteriores, Georges Chikoti, quando intervinha na ONU.O ministro anolano das Relações Exteriores, Georges Chicoti, alertou hoje, em Nova Iorque, que as ingerências externas são um factor de obstrução aos esforços de mediação e resolução pacífica de conflitos no mundo. Chicoty, que discursava na 66ª sessão da Assembleia-Geral das Nações Unidas, aproveitou, assim, para chamar a atenção sobre a multiplicidade de crises que caracteriza actualmente a situação internacional, que pode por em causa os próprios fundamentos da organização mundial, afirmando: “O respeito pelos direitos e liberdades fundamentais, o estado de direito e a boa governação são instâncias basilares para que qualquer sociedade humana possa viver em paz e harmonia e são a principal garantia de uma efectiva prevenção de conflitos”

O ministro valorizou, deste modo, o tema que preside a presente sessão da Assembleia Geral – “O papel da mediação na resolução pacífica de conflitos”, que revela a preocupação da comunidade internacional sobre a necessidade de uma abordagem integrada desta problemática que afecta a conjuntura actual. De modo global, o ministro disse que a actual grave crise económica e financeira, que despoletou a mais grave crise social testemunhada pela actual geração, soma-se uma perigosa crise ambiental, de consequências imprevisíveis para o futuro da humanidade. Trata-se de “uma escalada generalizada de violência e a eclosão de conflitos que, aliados à crise ambiental, estão na origem da mais grave crise humanitária por que a humanidade terá passado desde o fim da 2ª guerra mundial. Em conclusão, vivemos uma situação em que uma perigosa combinação de factores põe em sério risco a estabilidade, a paz e a segurança mundiais”.

24 de setembro de 2011

PARCERIAS
EUA e ANGOLA

Angola e Estados Unidos da América
interessados no reforço de parcerias
O ministro das Relações Exteriores de Angola encontrou-se ontem,  em Nova Iorque, 
 com o sub-secretário de Estado norte-americano para os assuntos africanos, 
onde as duas partes manifestaram a ideia de explorar mais a cooperação


JORGE CHICOTY deve iniciar nos próximos meses, uma visita de trabalhos aos Estados Unidos da América.
“Estivemos a discutir ideias para relançarmos esta cooperação, eu apreciei bastante o espírito de abertura e de solidariedade que o subsecretário demonstrou com Angola, dentro dos próximos tempos vamos desenvolver ideias concretas, a fim de materializar esta parceria”, disse.

Apesar de existir vários sectores de interesse, Angola e os Estados Unidos da América já têm uma boa cooperação no sector da energia.
“Queremos partir para outras áreas, pode ser da agricultura, gestão, ambiente, formação, porque os Estados Unidos é um país, com inúmeras oportunidades para Angola", acrescentou.
Quanto a questão dos Presidentes dos dois países efectuarem visitas mútuas, o chefe da diplomacia angolana disse que é preciso antes conformar as suas agendas, actuar em vários níveis para posteriormente se poder criar matéria.
Para o sub-secretário de Estado norte-americano para os assuntos africanos, as grandes intenções prendem-se em estabilizar a cooperação com Angola, e tornar as relações mais fortes.
“Tive a oportunidade de falar com o ministro pela primeira vez, este encontro foi muito bom para nós os Estados Unidos, este encontro deu-nos a oportunidade de estreitar este estratégico objectivo e também falamos de vários assuntos, sobre os governos africanos e da África austral”, disse o subsecretário norte - americano.
De notar que, Angola e os Estados Unidos da América estabeleceram relações diplomáticas em 1993. Depois da China, àquele país é o que mais compra o petróleo de Angola, país que contribui com mais de 12 por cento das necessidades energéticas dos Estados Unidos da América.