Madagáscar exige ponderação
análise profunda e reflexão
Este artigo foi repassado da edição de 2-Setembro do semanário angolano "O PAÍS" cuja autoria é de TEIXEIRA CÂNDIDO, onde reflete com frieza e objetividade a situação da seleção de basquetebol de Angola, recentemente deserdada do titulo africano da modalidade
Este artigo foi repassado da edição de 2-Setembro do semanário angolano "O PAÍS" cuja autoria é de TEIXEIRA CÂNDIDO, onde reflete com frieza e objetividade a situação da seleção de basquetebol de Angola, recentemente deserdada do titulo africano da modalidade
A análise da derrota de Angola no Afrobasket'2011, cujas cortinas fecharam esta semana em Madagáscar, só faz sentido hoje se for para discutir o futuro. De outro modo, é gastar latim e tinta. As derrotas são boas oportunidades para se reflectir, ao contrário das vitórias, que são hipnotizadoras. A responsabilidade por essa derrota, em Madagáscar, tem um rosto: Gustavo da Conceição, presidente da Federação Angolana de Basquetebol (FAB), por ter ido buscar um treinador sem conhecimento do basquetebol nacional, nem do valor dos jogadores que excluiu da Selecção Nacional. Quanto à isso não há discussão. E a verticalidade diz que a direcção da FAB devia assumir a responsabilidade e não fugir dela.
Mas o abalo que a hegemonia de Angola sofre é da responsabilidade dos clubes, em particular dos grandes que, em finais da década 90, abandonaram a política de formação e passaram a contratar jogadores estrangeiros, alguns dos quais sem qualidade. O 1º de Agosto, em primeira instância, foi o responsável pela inflação do mercado do basquetebol. Deixou a formação para ex-jogadores, aos quais desejava acomodar depois de terminarem as respectivas carreiras. Victorino Cunha enquanto treinador principal do 1º de Agosto também coordenava a formação e assim se conseguiu formar a nata de atletas que garantiram ao país a hegemonia no basquetebol africano.

