Mostrar mensagens com a etiqueta O PAÍS. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta O PAÍS. Mostrar todas as mensagens

1 de fevereiro de 2012

FUTEBOL - Angola
Craques de outros tempos

OS CRAQUES DA SAUDADE
Não pensem que sou um saudosista de espírito doentio. Nada disso. Sou um sentimentalista do caraças e hoje o meu amigo Luís Fernando, diretor do semanário O PAÌS , editado em Luanda (capital de Angola), tocou na corda certa da escala do violão desportivo dos outros tempos. No seu espaço no Facebook Luis Fernando deu o mote de um artigo onde o futebol da zona do Uige é evocado com verdade do exagero patenteado pelos protagonistas. Foram mesmo exageros de execução técnica aqueles que eu tantas vezes relatei para o Rádio Clube de Angola e para uma cadeia que eu organizei com os Radio Clubes de Benguela, Huambo, Uige e com a Rádio Comercial (do Emídio Rangel).
Textualmente aqui fica o post do Luís



ESTÁ NESTA FOTO O CRAQUE EZEQUIEL
AO KOTA MENDES MENDONÇA "KATUYA"
 - Está sim, confirmo eu:
é o quarto a contar da esquerda para a direita
do primeiro plano; nada para enganar:
é o único preto da fila
  Poucas vezes se viu nos campos de todo o território do Uíge cafeícola, fosse a contar para os jogos do animadíssimo Distrital que envolvia jóias clubísticas como o Clube Recreativo do Uíge, o Desportivo do Negage, o Futebol Clube do Uíge e o Sporting Clube do Negage, ou em disputas de outra natureza (torneios pelo dia da cidade, 1 de Julho, ou do Campeonato Provincial, com equipas de toda Angola), o que aquele homem nascido a menos de 1 km do meu Tomessa conseguia fazer: os lances de bola parada eram caprichosas elipses que se elevavam sobre a barreira adversária, os célebres cai-cais, até se anicharem no fundo das redes, com o guarda-redes tramado por um “chapéu” que tornará a sofrer no dia em que tiver, de novo, o mestre Katuya na marcação da falta ofensiva; e o “corner” - que é o pontapé de canto do futebol hoje já quase sem anglicismos - acabava em regra com o selo inconfundível do cambaia de Banza Polo. Ia directamente para golo, façanha em que só existia em todo o Uíge um outro craque a disputar-lhe o mérito: Ezequiel, o baixinho de olhos achinesados do CRU. (...) EXTRACTO DA CRÓNICA HOMENAGEM QUE ESCREVI ESTA NOITE PARA MENDES MENDONÇA "KATUYA". O TEXTO COMPLETO ESTE FIM DE SEMANA NA REVISTA "VIDA".".

21 de novembro de 2011

O Sporting de Portugal em Luanda

E a estória continua ...
com a falta de respeito da Federação
Nem sempre eu encontro eco de ideias ou de pontos de vista, principalmente quando as minhas criticas - sempre no sentido construtivo -, se circunscrevem a questões do nosso futebol (angolano). Porém, ultimamente tenho encontrado aqui on-line, no site do semanário O PAÍS, opiniões que se encaixam perfeitamente nas minhas ideias, nas minhas criticas e que dão-me a certeza de estar acompanhado.E isso acontece pura e simplesmente por coincidência e não por se tratar de plagios. 
Hoje, bisbilhotando na net.., encontrei o texto que reproduzo aqui mais abaixo, sobre um dos temas que eu abordei em minhas crónicas na Rádio 5, (Luanda) sobre a deslocação do Sporting de Portugal a Luanda. 
Aqui em Lisboa, os meus colegas de redacção, obviamente como portugueses, consideraram vergonhoso o desempenho do clube de Alvalade e vexatória a derrota, pois outra coisa não seria de esperar dado que apenas consideraram o resultado sem aprofundar outros aspetos do jogo, que, nós angolanos aprofundamos, para quem o vexame acontecer sim mas porque os Palancas Negras - Seleção angolana -, jogaram ante um Sporting de Garotos de 17 anos. Braaaada aos Céus. Eu disse isso, mas o meu colega TEIXEIRA CÂNDIDO, no semanário "O País", toca bem fundo na ferida, apontando o dedo ao presidente da FAF Pedro Neto e aos organizadores do jogo por atempadamente terem sido informados pelo presidente do Sporting - o moçambicano Godinho Lopes -, da impossibilidades de poderem apresentar a equipa base, por terem jogadores lesionados e outros ao serviço de seleções. 
Com a devida vénia, reproduzo a seguir o texto do TC. - Carlos Pereira

A visita do Sporting de Portugal a Angola


 PALANCAS NEGRAS
foram submetidos a um vexame



O público do futebol respondeu à letra a falta de respeito com que a FAF, o Sporting e os organizadores do jogo de quinta-feira 10 quiseram brindar os angolanos na festa da sua independência. O Estádio 11 de Novembro não encheu como se previa, e não tinha razões para tal. Pois se alguém soubesse com antecedência que o Sporting iria trazer uns miúdos quaisquer para defrontar a Selecção Nacional, que se prepara para o CAN2012, provavelmente o jogo teria apenas os jornalistas (no cumprimento da sua missão), a direcção da FAF e a do Sporting.
Pois o que se viu na quinta-feira no Estádio 11 de Novembro não merecia outra resposta. Merecia isso sim um pedido de desculpas da direcção da FAF por submeter os Palancas Negras a um vexame, que rasa a humilhação. As declarações do treinador do Sporting no final do jogo são um soco no estômago. Aliás, um soco no ego de qualquer adepto do futebol, que exige um mínimo de respeito à sua selecção patriota.
Domingos Paciência explicou a derrota do seguinte modo: “ (…) Fizemos o possível. Este não é o Sporting a que estão acostumados a ver. Trata-se de um grupo de miúdos de 17 anos que se juntou para vir honrar um compromisso”… Imaginem quão nocivo seria para os Palancas Negras se perdessem com esses miúdos de 17 anos na festa da sua independência? O que diria Domingos Paciência na conferência de imprensa? Não se pode admitir insultos desta dimensão. Tão pouco pagar-se por um insulto deste tamanho. A responsabildade não pode ser, no entanto, atribuída ao Sporting porque, segundo o seu presidente, explicara em que condições vinha a Angola. E, ainda assim, Pedro Neto e os organizadores desse jogo aceitaram colocar a jogar a nossa Selecção principal com uns miúdos de 17 anos, como os caracterizou o seu treinador.
Lito Vidigal também desvalorizou o jogo, afirmando que não servia para a preparação que a equipa deseja.
Pois então a quem interessou colocar os Palancas diante de uns miúdos e ainda por cima pagar-lhes 800 mil Euros?
Teixeira Cândido/ O País

29 de outubro de 2011

GIRABOLA’2011 – Protestos viciados

 

Garganta profunda“vendeu” informação

Um dos funcionários do Conselho Técnico da Federação Angolana de Futebol (FAF) terá sido a pessoa que “vendeu” a informação da suposta má qualificação do jogador da Académica do Soyo ao Recreativo da Caála e ao Bravos do Maquis.

Fonte: Teixeira Cândido . Semanário “O País”

Segundo uma fonte do OPAÍS, a informação da suposta má qualificação do jogador dos estudantes do Soyo era apenas do domínio dos funcionários do Conselho Técnico da FAF e nunca devia ser do conhecimento do Recreativo da Caála e do Bravos do Maquis, sem que houvesse fuga de informação.

A fonte do OPAÍS diz que essas equipas não sabiam da informação por ter havido um erro no sistema Informático da FAF, que não detectou a duplicação da inscrição do jogador. A situação custou a Académica do Soyo a retirada de dez pontos e consequentemente a despromoção (decisão de primeira instância).

Com a normalização do sistema informático, os funcionários do Conselho Técnico da Federação Angolana de Futebol conseguiram detectar que o jogador já havia sido inscrito pela Académica do Lobito no escalão de juniores. Essa informação que era restrita foi parar ao conhecimento do Recreativo da Caála e aos Bravos do Maquis.

O Recreativo da Caála deu entrada do protesto no dia 9 de Agosto e o Bravos do Maquis fê-lo no dia 13 de Setembro, em face da informação passada pelo “garganta profunda” (alusão à fonte de informação do caso Watergate que derrubou o presidente americano Richard Nixon em 1974).

O Conselho Técnico da Federação Angolana de Futebol julgou procedente o protesto da Caála e do Bravos do Maquis, retirando nove pontos a equipa do Soyo, a favor dessas equipas e do Kabuscorp do Palanca. Essa decisão renasceu as esperanças da equipa de Bento Kangamba de chegar ao título, uma vez que fica com os mesmos 55 pontos do Recreativo do Libolo.

Essa decisão suscitou muitas críticas a Federação Angolana de Futebol, cujo dirigentes dizem que a situação é “herança” da anterior direcção, uma informação desmentida pela data da entrada dos protestos ( 9 de Agosto e 13 de Setembro).

A Académica do Soyo recorreu da decisão, no entanto, o artigo 170 do Regulamento Geral da Federação Angolana de Futebol pode devolver os nove pontos retirados e a possibilidade do Soyo discutir a permanência.

Segundo este artigo, “os clubes só serão derrotados nos casos relacionados com a má qualificação dos jogadores, quando se apurar que houve responsabilidade dos seus dirigentes nessa má qualificação”.

A decisão do Conselho Técnico não permite saber se este órgão terá provas de que os dirigentes da Académica do Soyo participaram na má qualificação do jogador. Os estudantes esperam pelo recurso feito ao Conselho Jurisdicional da Federação Angolana de Futebol. Uma decisão positiva permite não apenas aos estudantes do Soyo sonhar com a permanência na I Divisão, como o Recreativo do Libolo poderá já festejar o título.

4 de setembro de 2011

Afrobasket'2011

Madagáscar exige ponderação
análise profunda e reflexão
Este artigo foi repassado da edição de 2-Setembro do semanário angolano "O PAÍS" cuja autoria é de TEIXEIRA CÂNDIDO, onde reflete com frieza e objetividade a situação da seleção de basquetebol de Angola, recentemente deserdada do titulo africano da modalidade

A análise da derrota de Angola no Afrobasket'2011, cujas cortinas fecharam esta semana em Madagáscar, só faz sentido hoje se for para discutir o futuro. De outro modo, é gastar latim e tinta. As derrotas são boas oportunidades para se reflectir, ao contrário das vitórias, que são hipnotizadoras. A responsabilidade por essa derrota, em Madagáscar, tem um rosto: Gustavo da Conceição, presidente da Federação Angolana de Basquetebol (FAB), por ter ido buscar um treinador sem conhecimento do basquetebol nacional, nem do valor dos jogadores que excluiu da Selecção Nacional. Quanto à isso não há discussão. E a verticalidade diz que a direcção da FAB devia assumir a responsabilidade e não fugir dela.
Mas o abalo que a hegemonia de Angola sofre é da responsabilidade dos clubes, em particular dos grandes que, em finais da década 90, abandonaram a política de formação e passaram a contratar jogadores estrangeiros, alguns dos quais sem qualidade. O 1º de Agosto, em primeira instância, foi o responsável pela inflação do mercado do basquetebol. Deixou a formação para ex-jogadores, aos quais desejava acomodar depois de terminarem as respectivas carreiras. Victorino Cunha enquanto treinador principal do 1º de Agosto também coordenava a formação e assim se conseguiu formar a nata de atletas que garantiram ao país a hegemonia no basquetebol africano.